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29/07/2006 15:49
As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho.
( Mário Quintana )
Mário Quintana, importante escritor brasileiro. Nascido no Rio de Grande do Sul, faria hoje 100 anos de vida. Ele agradava tanto os adultos quanto às crianças com seus livros.
O líder do cangaço.
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, símbolo do cangaço brasileiro, foi assassinado em 28 de julho de 1938, com sua mulher, Maria Bonita. O cangaço era a atividade de pessoas que viviam de saques e lutavam contra o poder dos coronéis no Nordeste. O casal e mais 11 pessoas foram vítimas de uma emboscada em uma gruta em Sergipe.
Nascido no município de Vila Bela, no sertão de Pernambuco, Lampião foi agricultor, vaqueiro, feirante antes de entrar para o cangaço.
Aos 19 anos, teve o pai assassinado numa briga. Lampião se vingou matando pessoas das famílias inimigas e, ao fugir da polícia, se agregou ao bando do cangaceiro Sinhô Pereira. Assim, se tornou o maior líder e lenda do cangaço, à frente de 300 homens.
Luz de candeeiro.
Ele ganhou o apelido de Lampião ao inventar uma técnica que fazia o rifle produzir um clarão que lembrava a luz de um candeeiro.
Segundo grande parte dos historiadores, o primeiro cangaceiro foi José Gomes, o Cabeleira, um líder sertanejo que atuou em Pernambuco no fim do século 18.
O fim do cangaço foi decretado dois anos depois da morte de Lampião, quando também morreu Cristiano Gomes da Silva. O Diabo Louro, como era conhecido, era um dos amigos mais próximos do Rei do Cangaço e prosseguiu na luta contra as forças policias da Bahia até morrer num tiroteio contra uma tropa volante.
Maria Bonita e Lampião (ao centro): os dois foram vítimas de uma emboscada em Sergipe.
enviada por The Thinker
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